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Um volume cada vez maior de práticas institucionais tem surgido com vistas
a regular ou melhorar a atuação das organizações ou reduzir os custos de
transação. Contudo, se observa que essas práticas, não necessariamente resultam
maior eficiência. Com o intuito de evitar uma análise reducionista e mecanicista,
optou-se por utilizar como base do estudo a teoria neo-institucional, por levar em
consideração os seguintes aspectos: legitimidade; eficiência; isomorfismo;
desinstitucionalização. Nesse contexto, a organização ISO representa um
interessante objeto de estudo por ser internacionalmente legitimada e transformar
diversas crenças e valores em regras e normas que se tornam mitos e cerimônias.
Além disso, a pesquisa procurou, principalmente, analisar dois elementos
aparentemente contrários na teoria institucional: eficiência e legitimidade. Para
tal, utilizou-se como referência a percepção de especialistas quanto à eficiência da
implementação da norma internacional para sistemas de gestão da qualidade, ISO
9001. Essa ISO, ao mesmo tempo em que parece legitimar as organizações que se
certificam, é tida como um modelo de gestão que se propõe a gerar maior
eficiência. Como conclusão, o dilema eficiência versus legitimidade na prática da
ISO 9001 é analisado e são apresentados possíveis indícios de um processo de
desinstitucionalização: práticas inovadoras; normas mais abrangentes; e, alteração
de valores institucionais. Dessa forma, esse estudo representa uma contribuição
tanto à academia por aplicar a teoria institucional à prática da ISO 9001 quanto
para as organizações, por apresentar possíveis melhorias na implementação dessa
norma e a tendência de sua provável substituição.
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