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David J. Chalmers, um dos mais influentes autores contemporâneos em
filosofia da mente, defende a irredutibilidade ontológica da consciência a
propriedades físicas. Para o filósofo australiano, a consciência - ou a qualidade
subjetiva da experiência - escapa a qualquer abordagem materialista, pois
permanece um mistério por que processos físico-funcionais são acompanhados
de experiência. Assim, segundo o autor, pelo fato de não poder ser logicamente
derivada de fatos físicos, a consciência precisa ser considerada uma propriedade
fundamental do universo. Para sustentar sua tese e refutar o materialismo,
Chalmers explora três tipos de argumentos, bem como suas diversas objeções: o
argumento explanatório, o argumento do conhecimento e o argumento da
conceptibilidade (ou argumento dos zumbis). Este trabalho visa investigar, à luz
desses três argumentos e da plausibilidade de posições não materialistas, se
realmente devemos desistir do materialismo para darmos conta do fenômeno da
consciência.
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