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Programação Orientada a Objetos é uma técnica de modelagem
de software madura e bem estabelecida. Entretanto, a
importância do seu papel tem a mesma medida do consenso em
relação às suas fraquezas e limitações. OO não é uma
panacéia, e, caso falhe, alternativas devem ser buscadas -
algumas delas híbridas, outras inteiramente novas.
Neste trabalho, argumentamos que o paralelo entre OO e
circuitos elétricos é uma solução híbrida interessante,
pois algumas das características básicas destes circuitos
são as mesmas perseguidas como o Santo Gral da Engenharia de
Software - concorrência, modularidade, robustez,
escalabilidade, etc. - e que nem sempre são alcançadas
somente com a abordagem OO tradicional. Sendo assim, nossa
proposta é o estabelecimento de uma correlação entre
circuitos elétricos e programas orientados a objeto. Do
primeiro, vem o circuito: percurso fechado por onde
informação trafega e é processada. Do segundo, vem
o objeto: entidade abstrata que constitui a informação que
trafega no circuito. Finalmente, da união de ambos, surge
um novo modelo de computação - o circuito de objetos - onde
se supõe que os benefícios trazidos pelas partes que o
compõem sejam complementares. Motivamos nossa discussão com
uma série de exemplos simples, porém elucidativos, seguida
de um estudo de caso na área de simulação. De modo a
ratificar o funcionamento destes circuitos, foi construída
uma implementação de circuitos de objetos utilizando a
linguagem de programação Java.
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