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O comportamento de um aterro sobre argila mole da Baixada
Fluminense foi estudado. Este aterro foi executado para a
implantação da Indústria Rio Polímeros, com 3 metros de
espessura, assente sobre um colchão drenante. Antes da
construção, a área foi coberta com uma manta de geotêxtil.
Para acelerar os recalques do aterro, geodrenos foram
instalados na argila mole. O aterro foi instrumentado com
inclinômetros, placas de recalque e piezômetros. Durante a
construção, foram observadas rupturas em áreas localizadas
do aterro. Ensaios de palheta e piezocone foram realizados
em diferentes etapas da obra. A resistência não drenada
(Su) nos ensaios de palheta apresentaram-se dentro dos
valores reportados em trabalhos anteriores. Nos ensaios de
piezocone, Su apresentou um decréscimo com a profundidade.
Os valores de OCR, estimados com o piezocone, situaram-se
entre 1,5 e 3,0. O comportamento do aterro foi avaliado
quanto a recalques e estabilidade. O método de Asaoka
permitiu uma estimativa satisfatória do coeficiente de
adensamento e dos recalques. Os recalques estimados pela
teoria de Terzaghi foram cerca de 2,5 vezes maiores do que
os registrados no campo, devido a incertezas na
compressibilidade da argila mole. O método de Asaoka
indicou, para drenagem puramente vertical, um valor de cv
cerca de 100 vezes maior que os valores de ensaios de
laboratório e 2 vezes menor que os valores estimados
para drenagem combinada e para ensaios de piezocone. A
estabilidade do aterro foi avaliada em análises por
equilíbrio limite. Os resultados confirmaram a existência
de uma potencial instabilidade em algumas regiões do aterro.
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