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Esta pesquisa teve como objetivo avaliar a vida-fadiga de
dois ferros fundidos
nodulares modificados metalurgicamente, sendo uma classe
predominantemente ferrítica e
outra.perlítica. Inicialmente, amostra dos dois ferros
fundidos nodulares ferrítico e perlítico
foram fundidas adotando-se moldação em areia na geometria
padrão Y-block. Em
seqüência, corpos de prova para ensaios mecânicos e de
fadiga foram usinados das
amostras ferríticas e perlíticas. Após os ensaios de tração
e dureza, realizaram-se análises
metalográficas qualitativas e quantitativas em ambos os
materiais, com o intuito de se
determinar suas características metalúrgicas, tais como
contagem, distribuição e classe dos
nódulos de grafita, bem como quantidade da matriz ferrítica
e perlítica. Dando
continuidade a etapa experimental, as curvas tensão versus
número de ciclos para a falha do
ferro fundido nodular ferrítico e do ferro fundido nodular
perlítico foram levantadas por
meio de ensaios de flexão rotativa. A vida útil em fadiga
dos dois materiais foi relacionada
com as suas características metalúrgicas. Quanto a
resistência à fadiga, as amostras do ferro
fundido nodular perlítico tiveram um melhor comportamento
sob carregamento cíclico do
que as amostras do ferro fundido nodular ferrítico. Tal
comportamento superior foi
atribuído a maior microdureza da matriz e a presença da
estrutura olho-de-boi.
Finalmente, as curvas experimentais tensão versus número de
ciclos para a falha dos ferros
fundidos nodulares ferrítico e perlítico foram modeladas
pela equação de Coffin-Manson,
que se mostrou eficiente no tratamento de dados
experimentais da vida em fadiga de ambos
os materiais.
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