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Crianças que, a partir dos 3 anos de idade, recebem o
diagnóstico de
transtorno autista, apresentam falhas nos comportamentos
comunicativos nãoverbais,
já no primeiro ano de vida. Isto as impede de engajar-se
em trocas sociais
recíprocas com os seus cuidadores, ocasionando prejuízos
severos em todo o seu
desenvolvimento. Intervenções precoces com base na
abordagem
desenvolvimentista focalizam estas dificuldades iniciais,
de modo a impedir ou
amenizar os prejuízos secundários causados pelas mesmas. O
presente trabalho
teve como objetivo avaliar a aplicabilidade de um programa
de intervenção
precoce, de abordagem desenvolvimentista, baseado no
programa norte-americano
de Klinger e Dawson (1992), atualizado por estudos de
vídeos familiares de
Osterling e Dawson (1994) e de pesquisas de atenção
compartilhada de
Carpenter, Nagell e Tomasello (1998). Os participantes
foram duas crianças, de 2
anos e 09 meses, que apresentavam dificuldades iniciais
características do
transtorno do espectro autista e suas respectivas
cuidadoras. O programa consistiu
em desenvolver 16 comportamentos pré-verbais nestas
crianças. Mostrou-se
aplicável e eficaz, desenvolvendo 9 comportamentos em uma
criança e 6 em
outra.
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