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Esta dissertação investiga a dramaturgia contemporânea
infantil através da
análise de três textos teatrais de autores cariocas.
Focalizando a leitura crítica em
obras de Ana Barroso, Mônica Biel, Thereza Falcão, Karen
Acioly e Luiz Paulo
Corrêa e Castro, o estudo reflete sobre as possibilidades
de tendências autorais,
com vistas à renovação. Considero em minha pesquisa a
premissa de que a
dramaturgia é o ponto de partida para o espetáculo
teatral, apesar de saber que
esteticamente o fenômeno teatral alcança plenitude durante
sua encenação. Porém,
coloco esta mesma dramaturgia como dona de certa
autonomia, ao possibilitar ao
seu leitor a criação de um espaço cênico, mesmo que
imaginário. Apesar da
pesquisa enfocar a leitura crítica dos textos
apresentados, também estarão
presentes, de forma inerente, as reflexões sobre o teatro
como espaço cênico.
Afinal, a palavra no teatro significa fundamentalmente
ação. São também
elaboradas nesta dissertação relações entre o teatro
infantil como expressão
artística e gesto poético, além da observação da infância
como essencialidade
primitiva a estas instâncias. A análise destas peças
teatrais aponta para propostas
autorais específicas, dentro de um painel, em geral,
frágil e pessimista. Cada texto
segue uma proposta autoral autônoma, porém, todos incitam
a escrita teatral
infantil à condição de obra de arte, além da valorização
da criança. Afirmo aqui,
uma condição primordial para esta mesma criança: a de um
ser humano dotado de
potência criativa e inteligência. Portanto, demonstro,
nesta dissertação, algumas
possibilidades de tendências renovadoras para a atual
dramaturgia contemporânea
infantil na cidade do Rio de Janeiro, visando uma
excelência teatral e respeito à
infância.
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